O concentrado de plaquetas, mais frequentemente chamados de PRP, representam uma modalidade de Terapia Celular e participa do rol de possibilidades da Medicina Regenerativa.

No processo natural de cicatrização, o organismo envia muitas células ao local da lesão. Entre elas as plaquetas, as células mononucleares e células tronco periféricas. As plaquetas têm um papel muito importante neste quadro, porque contêm sinalizadores, chamados fatores de crescimento, que atraem para o local da lesão, outras células que participam do processo de cicatrização e reparo tecidual.

O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) apresenta uma concentração de plaquetas 5 a 10 vezes maior que o sangue normalmente presente na circulação. Assim, a aplicação de concentrados de plaquetas no tecido danificado, acelera o processo cicatricial, diminuindo dor e limitação física.

O preparo do PRP é realizado por profissionais especializados, utilizando protocolos específicos e baseados em estudos científicos. Envolve a retirada de uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente, centrifuga-se o mesmo e, a parte do plasma onde as plaquetas ficam concentradas é coletada. Este concentrado então é aplicado diretamente na região da lesão, onde são liberados os fatores de crescimento. O material, rico em células novas e produtos biológicos do próprio indivíduo, é capaz de promover e induzir a regeneração deste tecido, ou seja, a recuperação acontece estimulada pela ação de substâncias que já existem no próprio organismo.

O PRP é um tratamento emergente e promissor bastante utilizado em tendinopatias e tendinites, osteoartrite e artrose, lesões musculares, feridas de difícil cicatrização, dentre outras.

No âmbito das lesões decorrentes do esporte tem tido uso crescente nos últimos anos, levando ao retorno mais rápido do atleta ao esporte. Em maio de 2017, no Camp Nou, o estádio do Barcelona, foi realizado uma conferência internacional sobre reabilitação no esporte. O tema principal foi o futuro da medicina do futebol, a Medicina Regenerativa ocupou um lugar de destaque, pois várias palestras foram ministradas sobre o tema.

Outra área promissora, em que existem diversas pesquisas em andamento, são as patologias degenerativas de coluna vertebral. Os estudos tem demonstrado resultados animadores em patologias facetarias e discais, abrindo uma nova frente de tratamentos regenerativos nestas situações .