prpA Medicina Regenerativa é uma nova área que tem como objetivo principal tratar doenças degenerativas ou que envolvam um déficit cicatricial dos tecidos. As técnicas existentes hoje visam o estímulo de fatores de crescimento do próprio indivíduo, usando desde máquinas e aparelhos que contam com tecnologia físico-química, até terapias celulares autólogas. A Medicina Regenerativa tem seu maior papel no âmbito das patologias musculoesqueléticas degenerativas, como a Artrose/Osteoartrite e as Tendinopatias. O reparo tecidual é um processo biológico extremamente complexo em que vários fatores interagem, como idade, localização, profundidade da lesão e comorbidades, a exemplo de diabetes e infecções. Por isso, a Medicina Regenerativa possui diversas possibilidades de aplicação, que permanecem em processo de estudo e desenvolvimento, apesar de muitas delas já serem amplamente utilizadas.

Os concentrados de plaquetas, mais frequentemente chamados de PRP, representam uma modalidade de Terapia Celular e participam do rol de possibilidades da Medicina regenerativa. Isso ocorre porque as plaquetas contêm sinalizadores, chamados fatores de crescimento, que atraem para o local da lesão, células sanguíneas que participam do processo de cicatrização e reparo tecidual. Assim, a aplicação de concentrados de plaquetas no tecido degenerado, acelera o processo cicatricial, diminuindo a duração de sintomas como dor e limitação física.

Neste processo, retira-se uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente, centrifuga-se o mesmo e, a parte do plasma onde as plaquetas ficam concentradas, é isolada e ativada, sendo aplicada diretamente na região da lesão, onde são liberados os fatores de crescimento. O material, rico em células novas e produtos biológicos do próprio indivíduo, é capaz de promover e induzir a regeneração deste tecido, ou seja, a recuperação acontece estimulada pela ação de substâncias que já existem no próprio organismo. O concentrado é aplicado na região da lesão, guiado por ultrassonografia, para termos certeza da aplicação no local exato.

radiofrequenciaA radiofrequência para o tratamento da dor consiste na utilização de uma corrente elétrica alternada de alta frequência (500.000 Hz), que flui através de eletrodo especial colocado dentro de uma agulha.

Esta agulha é inserida através da pele do paciente em um procedimento ambulatorial, realizado com anestesia local e sedação leve. Este procedimento é sempre precedido de um bloqueio teste, com anestésico local, para localizar com certeza o alvo a ser tratado e se a técnica vai ser efetiva.

Podemos usar 2 tipos de radiofrequência:
Radiofrequência convencional: esta forma gera calor, lesando o nervo sensitivo, impedindo que ele transmita o sinal da dor até o cérebro.
Radiofrequência pulsátil: esta forma gera impulsos com intervalos definidos, não gerando calor suficiente para lesar o nervo. A corrente gera um campo eletromagnético que leva a neuromodulação das vias de dor. Desta forma, pode ser usada em nervos sensitivos, mas que também tem função motora nos músculos.

Estas técnicas são sempre realizadas com radioscopia (Rx em tempo real) para a localização exata das estruturas a serem tratadas. Em alguns casos, podemos fazer o procedimento guiado por ultrassom.
As radiofrequências podem ter duração de até um ano, período este utilizado para reabilitação física e funcional.

intradiscaisDiscectomia percutânea: procedimento percutâneo minimamente invasivo para descompressão intradiscal, indicado em hérnias discais contidas. Utiliza-se técnicas automatizadas ou por radiofrequência. Procedimento realizado com anestesia local mais sedação e em regime ambulatorial.

Descompressão discal percutânea por energia eletrotérmica: procedimento minimamente invasivo, indicado para dor discogênica e hérnias discais contidas, que usa energia eletrotérmica, levando a aquecimento das fibras de colágeno, causando uma contração nessa região e destruindo fibras nervosas que são responsáveis pelos estímulos dolorosos.

Procedimento também realizado com anestesia local mais sedação em regime ambulatorial.
Estas técnicas são uma opção de tratamento minimamente invasivo às técnicas cirúrgicas convencionais na dor discogênica e/ou pequenas hérnias contidas, após falha do tratamento conservador.

É uma técnica de grande importância para a medicina da dor. De maneira resumida, consiste em interromper os impulsos sensitivos que levam a informação de dor ao sistema nervoso central.

Estes procedimentos atuam na memória da dor, dessensibilizando a região afetada, diminuindo ou até mesmo eliminando-a.

Podemos utilizar uma grande variedade de bloqueios dependendo da situação clínica de cada paciente. A maioria destes, tem como alvo regiões específicas de nosso corpo, como os bloqueios de nervo periférico ou outras regiões mais amplas, como bloqueio peridural, facetário e simpático.

Bloqueio diagnóstico

Esta técnica visa inicialmente localizar de maneira mais efetiva a dor e, desta maneira, definir o tratamento mais adequado e preciso.

Bloqueio terapêutico

Usado como forma de tratamento, diminuindo ou eliminando o quadro doloroso, permitindo a reabilitação física e o tratamento multidisciplinar.

Estes bloqueios são sempre realizados com técnicas de imagem.

Podemos utilizar tanto o ultrassom para guiar nossos procedimentos, bem como a radioscopia (RX em tempo real).

Desta maneira os procedimentos ganham mais eficácia e segurança, com controle total da localização.

Podemos usar várias substâncias com objetivos terapêuticos, dependendo da avaliação clínica e do objetivo do tratamento. Podem ser usados: anestésico local, Ácido Hialurônico, anti-inflamatório, Plasma Rico em Plaquetas (PRP), Aspirado e Concentrado da Medula Óssea (BMAC), entre outros.

Bloqueio peridural com corticóide

O bloqueio peridural é uns dos procedimentos mais usados no mundo para o controle da dor. Consiste na injeção de anestésico local, associado a medicação anti-inflamatória no espaço peridural, que se encontra em contato com a parte posterior do disco intervertebral.

É possível utilizar o bloqueio peridural em toda extensão da coluna vertebral, o mais importante é posicionar a agulha o mais perto possível da área de lesão. Podemos utilizar várias técnicas para isso: via sacral, interlaminar ou foraminal, sempre guiados por imagem de RX e confirmado com injeção de contraste antes do medicamento.

O bloqueio é realizado de maneira ambulatorial e o paciente retorna para casa algumas horas depois. Este procedimento apresenta um efeito imediato no alívio da dor, podendo ter um efeito mais prolongado a médio prazo.

O bloqueio não costuma apresentar efeito por longo tempo, porém o suficiente para um tratamento multidisciplinar, com reabilitação física e funcional do paciente.

De acordo com o guia de recomendações para técnicas intervencionistas da dor, publicado pela ASIPP (Associação Americana de médicos Intervencionistas da Dor), as evidências do bloqueio peridural para hérnia de disco e dor radicular, tanto cervical quanto lombar, são consideradas boas.

Bloqueios facetários

As facetas articulares são pequenas articulações que conectam a parte posterior da coluna vertebral. Sua principal função é dar estabilidade é a estabilidade da coluna.

A articulação facetaria pode sofrer processo inflamatório e degenerativo causando dor e desconforto. O diagnóstico é feito por um exame clínico minucioso, podendo ser auxiliado por exames de imagem. Entretanto, o bloqueio diagnóstico é essencial para sua confirmação. Utilizamos anestésico local nas articulações suspeitas e confirmamos sua participação no quadro doloroso.

O tratamento pode ser realizado com técnicas intervencionistas minimamente invasivas, utilizando bloqueios facetários com anti-inflamatórios, ácido hialurônico, medicina regenerativa e radiofrequência, dependendo do caso a ser tratado.

Bloqueio da Articulação Sacroilíaca

A articulação sacroilíaca é uma grande articulação localizada ente sacro e o ilíaco (osso da bacia), sendo responsável pela ligação da parte inferior da coluna vertebral com a pelve. O comprometimento desta estrutura é causa comum de dor lombar crônica, e deve sempre ser pesquisada.

A dor é localizada na maioria das vezes na região glútea, mas também é frequente ocorrer na região lombar baixa. Em alguns casos pode se estender para virilha e membros inferiores.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico e pode ser auxiliado por exames complementares, mas o diagnóstico deve ser confirmado por um bloqueio diagnóstico.

O bloqueio teste é realizado colocando anestésico local na articulação suspeita, confirmando assim o diagnóstico. Este procedimento deve ser sempre realizado guiado por imagem (ultrassom ou radioscopia) para garantir um resultado fidedigno.

O tratamento para dor sacro ilíaca inclui o uso de medicamentos, terapia física especializada, acupuntura. Os procedimentos intervencionistas, tem um papel importante, podendo usar infiltrações articulares com anestésicos, anti-inflamatórios, ácido hialurônico e medicina regenerativa e em alguns casos a denervação desta articulação.

A acupuntura é uma técnica de tratamento que surgiu na China há aproximadamente 5000 anos. Nos últimos 50 anos, ela vem se integrando com a medicina ocidental, principalmente após pesquisas que estabeleceram as bases cientificas deste tratamento. Hoje a acupuntura é reconhecida como uma técnica de neuromodulação do sistema nervoso, que utiliza agulhas muito finas, estéreis e descartáveis. Sua ação é relacionada com a liberação de várias substâncias químicas (neurotransmissores, endorfinas, encefalinas, cortisol), levando a um efeito analgésico, antiinflamatório e melhora da regeneração dos tecidos.

Ações Mais Importantes

Antiinflamatória
Analgésica
Relaxante Muscular
Antidepressiva leve
Broncodilatadora
Vasodilatadora
Antiemética
Melhora da circulação sanguínea e da imunidade

Dores e Sintomas tratáveis

• Dor de origem cervical, lombar, bursite, tendinite, osteoartrite, epicondilite, síndrome do piriforme e outras
• Fibromialgia
• Náuseas e vômitos
• Tensão pré-menstrual, síndrome do climatério
• Infertilidade
• Alterações gástricas e intestinais
• Disfunções da TPM
• Alergias
• Insônia, estresse, ansiedade
• Neuralgia pós-herpética 

Acupuntura para o Tratamento da Dor

acupuntura2A acupuntura é uma técnica efetiva e atualmente reconhecida para uma variedade de condições álgicas. Sua ação é de neuromodulação periférica e central, levando também à liberação de vários neurotransmissores, entre eles endorfinas e encefalinas (analgésicos endógenos).

A acupuntura é particularmente eficaz para tratar a dor e acelerar a cura de doenças do sistema músculo-esquelético. 

Podemos usar também de forma complementar esta técnica de dessensibilização em várias outras patologias somáticas, viscerais ou neuropáticas.

 

Eletroacupuntura

acupunturaConsiste no uso de corrente elétrica aplicada nas agulhas ou em eletrodos com objetivo de modulação de sistema nervoso central e periférico, bem como potencializar o efeito da acupuntura.


Os impulsos elétricos atuam sobre os nervos sensoriais, provocando estímulos aferentes, que poderão desencadear desde analgesia reflexa, produção de endorfinas, até regulação autônoma reflexa e ajuste da fisiologia corporal.